Responsabilidade na retomada econômica pós pandemia da Covid-19

O mundo foi pego de surpresa com a chegada do novo Coronavírus. Países desenvolvidos ou não, grandes potências, todos tiveram que se reinventar e empreender esforços para combater o avanço da contaminação social, a tal curva de contaminação, chegando a medida extrema de lockdown. Diante da “novidade”, governos estaduais, federais, municipais, a depender de suas possibilidades econômicas e agilidade nos processos, conseguiram com maior ou menor êxito adquirir equipamentos e medicamentos, aumentar o número de leitos e outras tantas ações. Em Belém não seria diferente!

Com realidade semelhante a maioria dos municípios Brasil afora, estrangulados por um pacto federativo que distribui receitas de forma desigual, com a agravante de possuir uma das três piores receitas “per capitas” dentre todas as capitais, Belém viria a depender de ajuda direta da União e Estado. Por intermédio do Governo Federal, recebemos auxílios diversos, ao contrário do que promoveu o Governo Estadual, que mais se preocupou em agravar uma crise política e institucional, levando nosso Estado a ser personagem recorrente nos noticiários nacionais, na maioria das vezes, de forma negativa. Mas estamos aqui hoje para falar de coisas boas, segue o passo.    

Em resumo, mesmo com as dificuldades impostas pelo vírus, mas contando com uma rede municipal de saúde estruturada e com servidores públicos comprometidos, a Capital do Estado conseguiu estabilizar e até mesmo reduzir os atendimentos diários nas portas de entrada (UPA´s e PSM´s), apresentando números mais confortáveis para avaliar o segundo passo: a reabertura econômica da Cidade. Já estamos reduzindo diariamente os números de atendimento e novos casos. Só estará bom quando não houver mortes, não queremos nenhuma morte.

Como Vereador Líder de Governo na Câmara Municipal e por manter aberto e permanente diálogo com diversos segmentos da sociedade, fui convidado pelo Prefeito Zenaldo a compor o Comitê de Retomada, liderado por ele próprio e composto por representantes dos setores econômicos, sindicais e de trabalhadores das mais diversas áreas e segmentos econômicos. Tamanho o impacto provocado pelo novo Coronavírus que não haveria outro caminho para saída da crise econômica imposta se não a construção coletiva, dando voz e protagonismo àqueles que estão na ponta do processo, para melhor avaliarmos as possibilidades de retorno.

A primeira fase da retomada econômica já está em vigor, com diversos segmentos em funcionamento com restrições e protocolos de prevenção. A ideia e ponto comum deste Comitê é a de reaquecer a economia da Cidade buscando reverter os prejuízos mas com equilíbrio e responsabilidade, mantendo sob controle os números e índices de atendimento/contaminação/mortes pela Covid-19.

Avizinha-se a segunda fase, onde serão definidos ainda nesta semana, quais segmentos estarão contemplados e, sobre um deles, há que se debruçar mais detidamente: o segmento esportivo e de atividade física em geral.

Indiscutíveis os benefícios trazidos pela prática de exercícios físicos, sobretudo na questão imunológica. A atividade física não previne o contágio do novo Coronavírus, mas acaba por fortalecer o organismo que, mais resistente, fica protegido contra outras doenças que podem ser fatores determinantes para potencializar a ação do vírus. Os números apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) perante o Comitê mostram exatamente isso ao delimitar a faixa etária e as comorbidades das vítimas da Covid-19. Manter-se longe do sedentarismo com práticas regulares de atividades físicas é fator predominante para o bem sucedido enfrentamento em caso de contaminação.

Aliado a isso, o setor esportivo e de atividade física em nossa Cidade representa importante fatia da economia, gerando emprego, renda e arrecadação pública, precisando ser tratado com a devida atenção e cuidados. Homens e mulheres que sustentam suas famílias ajudando a dar qualidade de vida e saúde à população em geral. São, sem sombra de dúvidas, profissionais de saúde também.

Como disse anteriormente e já venho reforçando há algum tempo, precisamos planejar e começar a retomar a atividade econômica em nossa Cidade e, acima de tudo, com responsabilidade e equilíbrio, pautados sempre segurança e estabilidade do sistema de saúde, construindo as alternativas e saídas de forma coletiva.


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